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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Se tudo dependesse apenas da minha vontade...



O coração do ser humano é movido muitas vezes pela esperança. Depois de um 2012 tão abaixo do esperado, minha grande esperança para essa temporada era grandes mudanças. E quando falo de grandes, na verdade estava falando de comportamento.

Ano passado assisti um time não apenas jogando abaixo do esperado, mas também apático, que não corria e que não lutava em campo. Essa era a principal diferença que clamava para a temporada seguinte. Uma coisa é se perder de cabeça erguida. Outra é perder por má vontade.

A chegada de Dunga e Paulo Paixão com certeza foram um marco para mudar tudo isso. Afinal, se Dunga não endireitar alguns jogadores, nenhuma outra pessoa consegue. Nosso treinador é raçudo, não é de inventar modas e cobra entrega dos seus comandados. Fora que com Paulo Paixão as lesões foram corridas. Nossos jogadores estão com muito melhor preparo.

Depois de lerem tudo isso, era de se supor que estaria aqui cheia de esperanças e otimismo. Contudo, não estou. Depois de um Gauchão bem disputado e ganho, era para a coisa andar apenas para frente. Claro que Gauchão não é parâmetro, mas nele deu para se sentir que poderia ser um 2013 bem melhor. Mas infelizmente não sei mais o que esperar da equipe.

Nosso treinador precisa de reforços e qualificados. Com a abertura da janela começa o drama de quem vai, mas não se cogita quase ninguém para que se chegue. Especulações existem aos montes, mas acontecer algo positivo para o fortalecimento do grupo: nada...

Sabe gente, eu sempre estarei ao lado do Internacional. Eu sempre amarei este clube. Mas não posso mentir sobre o que ando sentindo... Ando triste, desanimada e mais uma vez me perguntando se vai ser possível ao menos um G4. Sinto-me até culpada em sentir coisas assim, queria conseguir ser mais positiva neste momento e passar otimismo para vocês que estão lendo... Mas com tudo que vem acontecendo anda complicado...

Espero (e muito) que uma grande mudança aconteça nessa pausa de Copa das Confederações. Que o grupo seja mais forte, que as contratações sejam boas, que o time consiga o topo. Pena que nem tudo depende apenas da minha vontade, né...

Até a próxima!

@Mah_Coloradaa

sexta-feira, 7 de junho de 2013

[PELO NOSSO AMOR] Matando a saudade!



Adaptando: um vídeo vale mais do que mil palavras! Nem precisaria dizer muita coisa depois de assistir, pois o Beira-Rio lotado cantando Camisa Vermelha fala por si só. Arrepia, emociona, mexe com cada colorado que assiste. Além de trazer lembranças, traz saudade.

A reforma do Gigante e seu fechamento para este fim nos deixaram meio órfãos do concreto da nossa casa. Não tem como não sentir falta de momentos assim. São momentos assim que marcam nossa memória de torcedor. Onde 50.000 pessoas se tornam uma só voz entoando paixão, fazendo juras de amor eterno pelo vermelho que sempre fez parte das nossas vidas.

Estaremos contigo, tu és minha paixão, não importa o que digam... Frases que fazem parte deste canto de guerra, que muitas vezes foi usado quando mais o time precisou de nós. Que empurrou os jogadores, que assustou os adversários, afinal, era nessa hora que o Gigante ganhava vida e rugia mostrando seu poder. Como faz falta...

Estou ansiosa e não vejo a hora de ver o Gigante pronto, repaginado, imponente e lotado... Aquele momento em que “o Gigante me espera, para começar a festa” fará todo sentido de novo...

Ah, saudade...

Até a próxima!

@Mah_Coloradaa

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

TEM QUE SER VERMELHO...

Irmão Colorado...

Venho aqui hoje, nessa volta de férias, conversar especialmente com você!

Mais um ano se encerrou, ano esse que não foi exatamente como esperávamos e sonhávamos para o nosso Glorioso Centenário. Contudo, foi um ano de muitos aprendizados... É hora do recomeço!

Espero que com os erros de 2009, o Internacional tenha crescido como equipe, afinal, estamos praticamente com o mesmo time do ano passado para as batalhas de 2010, entretanto, temos um novo comandante. As táticas de guerra se inovam... Nessa nova etapa, espero que o amor à camisa seja a motivação principal de cada jogador em campo, que cada gota de suor derramada seja para na arquibanca só terem lágrimas de alegria, que cada drible seja para que cantemos mais alto... Enfim, espero que cada gol seja para no final soltarmos esse grito preso de “É CAMPEÃO”!!!

Mas nesse espetáculo que se chama futebol, não basta só o show do palco principal. A platéia tem que fazer bonito e mostrar o quanto AMA o Campeão de Tudo! Irmão Colorado, chegou também a nossa hora!

Hora de ligar pros amigos, hora de vestir o vermelho e o branco, hora de pintar a cara... Não importa como, só importa que esse amor transborde e seja visto por toda arquibancada! É hora de contagiar o Rio Grande, o Brasil, a América e quem sabe até o Mundo com a Alegria de Ser Colorado!

Domingo, mais uma temporada de jogos tem seu início... Não importa se com Inter A, Inter B... O que importa é a nossa presença desde o primeiro até o último dia no nosso Gigante. Sim Irmão, eu estou aqui convocando você...

Chame a todos: mãe, pai, irmãos, vizinhos... Lotem carros, trens, ônibus, sigam a pé... Levem com vocês a fé, o amor, a garra e o mais lindo sorriso... Afinal, você é INTERNACIONAL! Só este fato já é motivo para sorrir!

Vamos estender as faixas, vamos carregar os bumbos, vamos sacudir as nossas bandeiras... VAMOS APOIAR SEMPRE!!!

Irmão Colorado, tudo que você viveu em 2006 acaba de recomeçar aqui...

TE ESPERO NO GIGANTE, AFINAL, ESTE ANO TEM QUE SER VERMELHO!!!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ao nosso Passado...

Miguel, ao andar na rua, parecia um adolescente qualquer... No auge dos seus 16 anos, ele usava, assim como outros garotos, roupinhas “surf” da moda, cabelo arrepiado, um belo tênis de marca e carregava muitas espinhas no seu rosto. Contudo, Miguel não era um adolescente qualquer! Ele era nada mais, nada menos que o maior herdeiro da cidade de Porto Alegre. Sua família, os Alcântaras, era a família de maior tradição da cidade e que mais acumulava riquezas. Ele nasceu em um berço de ouro...

Um dia voltando para casa, não se sabe o porquê, nosso jovem milionário estava pensativo e não parava de indagar-se sobre de onde veio todo o “Império” de sua família. Pelas histórias que sabia, seu pai ao nascer já era um homem rico e a família tradicional na sociedade. Seu pai somente tratou de cuidar o que já havia recebido e fez isso se multiplicar ao longo dos anos. Mas onde tudo isso começou?

Ao chegar em casa, Miguel não pensou duas vezes e correu em direção ao escritório do pai, o senhor Rudimar. Ao abrir a porta viu que seu pai já havia chegado e perguntou se eles podiam ter uma conversa. Rudimar, com um sinal positivo de cabeça, disse-lhe que sim. O filho então se aproximou e indagou o seu concentrado progenitor:

- Paizão, sei que o senhor é muito ocupado, mas queria saber como nós ficamos tão ricos, porque nossa família é tão tradicional?

O pai ficou surpreso com a pergunta, mas afrouxando a gravata, resolveu explicar para o jovem Miguel:

- Filhote, tudo que somos hoje e seremos amanhã devemos ao nosso passado. Os teus bisavós vieram da Europa sem nem ter onde cairem mortos. Com muito trabalho e coragem, foi na mão deles que tudo que temos começou a ser construído. Nossa empresa começou no pequeno estabelicimento de meu avô. Aos poucos o negócio começou a dar certo e ser conhecido. Quando nasceram teus avós, a tradição foi continuada e o negócio da família continuou se expandindo. Herdei um “Império” pronto, contudo me esforço todos os dias para que ele cresça e nossa família conquiste cada vez mais. E assim meu filho, você continuará nosso nome, assim como teus filhos, netos e bisnetos. Mas nunca podemos esquecer: tudo o que nós somos hoje devemos ao nosso ontem!!!

Miguel, até então pensativo, sorriu...

Hoje, irmãos Colorados, nós vivemos o ano do nosso Centenário! Chegamos aos 100 anos de existência sendo um dos maiores times do Brasil e do Mundo. O Internacional é na atualidade o único clube brasileiro com a Tríplice Coroa (Libertadores, Mundial, Recopa), além de possuir todos os títulos que um Sul-Americano possa almejar nos dias de hoje. Temos, atualmente, mais de 100 mil sócios, sendo o maior quadro social da América Latina e estamos entre os 10 maiores do Mundo...

Se nós somos hoje Campeões de Tudo e tão Grandiosos, não devemos apenas agradecer aos heróis da nossa atualidade e sim ao nosso passado, que nos permitiu chegar aonde chegamos.

Agradecer ao sonho de Henrique Poppe Leão, que quis um clube onde todos pudessem jogar, não importando raça, origem ou status social. Agradecer Dirceu Alves, o primeiro jogador negro a vestir nosso manto na década de 20. Agradecer Ildo Meneghetti, que nos deu de casa os Eucaliptos até chegarmos ao Gigante. Agradecer ao saudoso Rolo Compressor da década de 40, que sempre enaltecemos em nossos cantos: Ivo Wink, Alfeu, Nena, Assis, Ávila, Abigail, Tesourinha, Russinho, Vilalba, Rui e Carlitos. Quem nunca dormiu tendo seus sonhos embalados pelas histórias de nossos pais sobre estes homens??? Agradecer a todos, inclusive meu pai, que não mediram esforços para construir o nosso lar, o Beira Rio!

Agradecer aos craques da década de 70 que nos entregaram o Brasil e sempre estarão vivos nas nossas memórias. Como esquecer Manga, Figueroa, Falcão, Valdomiro, Caçapava, Carpegiani, Dário, Benitez, entre tantos outros desta década tão explendorosa??? Agradecer aos erros e esforços das décadas de 80 e 90, que nos fizeram repensar e crescer. Agradecer 2005 pelo roubo do título Brasileiro, o que só nos deu mais força e coragem para 2006 conquistarmos nossas maiores glórias! Agradecer aos heróis da América e do Mundo: Clemer, Ceará, Tinga, Jorge Wagner, Alex, Sóbis, Fernandão, Iarley, Gabiru e todos que fizeram parte desta página que escrevemos!!! Obrigada por nos darem sonhos e permitirem realizarmos todos ao lado de cada um de vocês, de cada jogador que vestiu esse vermelho e buscou forças em nosso grito na arquibancada.

E por último, e não menos importante, obrigada a nossas famílias, aos nossos avôs, avós, tios, tias, pais, irmãos, primos, enfim, todos que nos mostraram o quanto é grande o AMOR pelo Internacional. Queria agradecer pai e mãe por eu ter nascido de vocês e aprender dia após dia amar o Inter com o mesmo amor que vocês amaram. Obrigada por me ensinarem tudo que o S, o C e o I entrelaçados sobre um pano vermelho significa, por me darem tudo que preciso para continuar essa tradição... A nossa Tradição Colorada...

Enfim, obrigada AO NOSSO PASSADO!!! Foi nos sonhos de vocês e conquistas que chegamos ao que somos hoje... Graças a cada um de vocês, hoje somos VENCEDORES, hoje somos APAIXONADOS, hoje somos COLORADOS...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pelo Nosso Amor, com Marcela Muniz Semler

Noite passada foi de vitória, porém não foi com "V" maiúsculo. Então, nada melhor do que um PELO NOSSO AMOR genuíno para sacudir o AMOR pelo nosso INTER que faz ferver os nossos corações. Afinal, agora é hora de apoiar!!!


Uma viagem pelo nosso amor...


Gostaria que cada leitor que passar por aqui e ler minhas palavras, se dê o direito hoje de viajar, imaginar e sonhar. Quero que se desprendam de tudo: problemas, cansaço, dessa má fase do nosso Inter e embarquem nessa comigo, mas de corpo e alma, sem medos!!! Peço que tudo que for escrito seja visualizado nas suas mentes, tudo que eu fizer a partir de agora vocês se imaginem no meu lugar...

Hoje é um dia lindo de sol, nem quente e nem frio, apenas agradável! É dia de semana e não tenho que trabalhar, sendo assim, resolvi fazer algo inusitado para um meio de semana. Tomei meu banho, vesti minha camisa do Inter e fui para o Beira Rio.

Ao chegar, deparo-me com um estádio calmo e pacato, praticamente vazio... Há pouca circulação de pessoas, mas mesmo assim há um portão aberto... Olho o número e é o Portão 06. O olhar humilde do funcionário me encoraja a entrar e resolvo fazer isso.

Passo por passo vou indo e quando vejo tenho toda aquela imensidão só para mim. Hummm... que solzinho gostoso, ventinho típico da zona sul, a grama verdinha, arquibancadas vazias... Sento no concreto pintado de vermelho sozinha. Olho cada pedacinho ao meu redor e reparo detalhes que nunca havia percebido num dia de jogo. E de repente, que coisa estranha! Vou sentindo uma espécie de nostalgia apertar meu peito, uma sensação meio engraçada, mas gostosa.

Olho onde fica a Popular, que tanto amo, e enxergo ali lotado, em festa. Ouço os tambores ritmados e começo a cantarolar ali sozinha: "VAMO, VAMO MEU INTER"... Em meio a tudo isso, começa a passar um filme de tudo que já vivi nesse estádio na minha cabeça.

Vejo-me pisando a primeira vez no meu Amado Lar. Lembro do frio que senti na barriga (a tal sensação de borboletas no estômago), da alegria e da emoção daquele momento. Toda aquela gente de vermelho e branco, todas as novidades e a certeza de que aqui era o meu lugar. E não estava errada... Como é maravilhoso estar aqui, mesmo que sozinha, só vendo o vôo dos pássaros sobre o gramado.

Também lembro do primeiro autógrafo, do primeiro beijo que dei aqui, dos amigos que fiz e que nem sei por onde andam, das lágrimas. Aff, impossível falar em lágrimas e não recordar aquele Inter x Juventude da Copa do Brasil... Mas basta querer lembrar desse episódio que as mesmas lágrimas viram de alegria, viram gotas de chuva em 16 de agosto de 2006, na fila lá fora esperando abrir os portões para a final da Libertadores. Bah, foi naquela goleira ali que o Tinga cabeceou e fez o gol. Estava lá na social, atrás do reservado do Inter. Que sensação! A emoção é tanta que parece que estou de volta àquele dia mesmo. Beira lotado, lindo! Enxergo cada rosto que estava próximo de mim naquela noite, os olhares confiantes e angustiados pelo fim da partida. O carnaval COLORADO, pois a Libertadores era nossa!!! Ali, Fernandão ergueu a taça... Aqui, Sóbis corria feito criança com o bandeirão do nosso time... A América Vermelha!

E como me contentar só com isso se tive o Mundo? Esse estádio presenciou algo nunca visto antes, tudo para receber os Campeões do Mundo. Pedidos de desculpa, perdão para Adriano Gabiru; Fernandão bancando o puxador da torcida... Porto Alegre parou para o desfile em carro aberto que teve seu ponto culminante aqui.

Nossa, esse lugar tem história... Aliás, milhares de histórias de vida vividas simultaneamente aqui... Desde as mais grandiosas, até as mais simples e singelas. Simples como um sorriso enquanto se toma uma cerveja com os amigos ali fora, como o abraço gostoso que damos nos Colorados mais chegados ao se reencontrar para mais um jogo. Singelo como quando se apertam as mãos num quase gol ou fazemos pose porque estamos sendo filmados.

Olho esse concreto todo e enxergo minha Família Colorada. Olho em minha volta e sinto toda a magia que esse Amor traz a minha vida... Abraço minhas pernas, ainda sentada, encosto o queixo no joelho, fechos meus olhos e começo ouvir o Beira lotado: "COLORADO, COLORADO, NADA VAI NOS SEPARAR"! E esse canto todo vai dando lugar a um tum-tum, tum-tum cada vez mais forte, que você aí começa, intrigado, a ouvir também.

Pois não se assuste! Saiba que é o seu apaixonado coração vermelho, afinal, ele está batendo forte junto com o meu agora, Irmão Colorado...

sábado, 12 de setembro de 2009

Pelo Nosso Amor, com Marcela Muniz Semler



ERA UMA VEZ...

Tudo começou em uma linda floresta... Este lugar encantado, coberto por muita grama verdinha, era onde moravam vários seres com poderes mágicos. Eles usavam sua magia para encantar multidões e reuni-las por uma paixão em comum. Cada ser especial era o representante de um povo e devia honrá-lo com muito amor.

Havia de tudo: leão, porco, urubu, mosqueteiros, galo, baleia, raposa, entre muitos outros. Contudo, ninguém era mais encantador que o macaquinho!!! Ele era boa praça, simpático, brincalhão e estava sempre de vermelho e branco... Todos o conheciam na floresta como Caco, o Colorado.

Caco era um macaco de primeira. Vencedor, guerreiro e forte, até o mundo ele já teve sob sua posse. Era um macaco conquistador. Muitos seres o invejam por suas qualidades, grandeza e poder. Afinal, nosso macaquinho tinha um mar de apaixonados que o seguiam cantando sempre!

Num belo dia, resolveram fazer uma corrida para decidir quem seria o Rei do Pedaço... Todos entraram em agitação, pois, afinal, ser o Rei da Floresta Brasileirão não seria para qualquer um. Sendo assim, todos começaram a treinar exaustivamente para alcançar o título máximo.

Caco, nosso amado macaco, era um dos favoritos e antes mesmo da corrida começar já era alvo de inveja e sabotagens. Mas, Caco tinha um problema maior ainda: o excesso de confiança. Nosso amante do vermelho tinha em mente que ninguém poderia vencê-lo nesse desafio.

Finalmente chegou o tão esperado dia. Toda a floresta parou para assistir e descobrir quem seria o Rei. Todos se postaram na largada, enquanto o juiz da competição, o Ornitorrinco do Cartão Amarelo, averiguava se estava tudo em ordem. Depois de tudo conferido, deu-se o apito e começou a disputa... Caco saiu em disparada e bem... Outros estavam na sua cola e o seguiam bem de perto. Já alguns ficaram lá para trás, sem esperanças de alcançar os líderes. A corrida era longa e árdua... Qualquer desatenção poderia ser fatal...

Pois nosso macaco herói tropeçou numa pedra enorme e caiu. Essa pedra era conhecida como a “Pedra do Excesso de Confiança” e sempre derrubava quem não respeitava os seus limites. Pois Caquinho se estatelou no chão e machucou seu joelho. Nisso ele foi ultrapassado por alguns concorrentes, inclusive Meira (o porco verde).

A torcida do macaco rubro temeu tudo ir por água abaixo e ele não ser o tão sonhado Rei da Floresta. Mas Caco, mesmo que muito atrapalhado, foi tentando se levantar...

Tropeçou mais vezes, porém sem cair. Tadinho, ainda não estava totalmente bem. Foi quando ele olhou pro lado e viu seu treinador Adenor (o castor), fazer um sinal com os dedos... Ele não entendia, mas de repente depois de várias tentativas percebeu que era um 3, um 5 e um 2.

Pois nosso macaquinho campeão de tudo alterou sua tática de corrida e quando muitos já não confiavam nele, atropelou Fernandão (o periquito que falava demais), e logo depois deixou o galo Roth tonto no chão... Nem a esperta raposa escapou. E depois da raposa, nenhum outro pode resistir ao nosso amado Caco Colorado.

Caco entendeu a lição e, com muita humildade, deu seu melhor até o fim... E assim tornou-se o Rei da Floresta!!!!!!!!



Moral da História: Quem nasceu para ser Rei, mesmo que com tropeços, sempre se torna Majestade!

sábado, 5 de setembro de 2009

Pelo Nosso Amor, com Marcela Muniz Semler

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Ahhh... Como é bom ser desse Povo Colorado!!!

EU SOU DESDE PEQUENA COLORADA...
E nada me deixa mais feliz do que olhar em minha volta antes do jogo e me ver cercada de amigos torcedores do nosso INTER... Todos reunidos, confraternizando, rindo, cheios de expectativas esperando a hora de estar no estádio, cantando com todo amor e coração. Sinto-me entre irmãos. Nenhum lugar é tão cheio de aconchego para mim como o concreto do meu Gigante e em nenhum lugar me sinto tão acolhida como me sinto pelos meus Irmãos de Vermelho!

LEVO A BANDEIRA PRO ESTÁDIO... E levo também todo esse amor que tenho dentro do meu peito!!! Como é gostoso fazer parte de todo esse show lá da arquibancada. Registrar tudo em foto, expor pro mundo e tornar nossa união e amor assunto da semana toda. Cada sorriso que demos juntos, cada vez que mostramos quanto estava o placar, cada pose, cada lágrima. Sim, a gente se emociona e muito! Como é bom torcer pra você meu INTER...

PRA VER O ROLO COMPRESSOR... A gente faz de tudo: pega táxi, sai escondido do trabalho, corre, se arrisca. Mas o que importa é que chegamos e formamos aquele mar vermelho tão especial. O que importa é que reencontramos quem sentimos falta a semana toda. Depois do jogo já sinto aquela nostalgia, aquela vontade de voltar logo e estar entre os meus, entre a minha Família Colorada. Nessa família tem de tudo: irmã (minha amada caçula Dórita), cunhado (querido Chiquinho), muso do trago (Oscar), meus manos ODS (Castro e Master), meu mestre (Fabinho), os amados amigos (Guga, Cris)... O que vem do INTER vem com amor, vem pra ficar...

VAMOS SER CAMPEÕES DO BRASILEIRO... E alguém ainda duvida disso? Quero em dezembro pintar o Brasil inteiro de vermelho, pular, cantar, comemorar. Iremos fazer nosso carnaval e aproveitar cada segundo de mãos dadas, abraçados... Vamos, jogo após jogo, construir esse final feliz!!! Ninguém pode com a gente, ninguém pode com PAPAI (PAPAI É O MAIOR)!

RECONQUISTAR O MUNDO INTEIRO... Afinal, o mundo nasceu para ser nosso! Novamente, como quem não quer nada, começaremos com a América. A conquistaremos depois de muitas batalhas para, enfim, dominar o Mundo... Somos guerreiros, temos sangue farrapo e vencer para chegar à Glória está na nossa história, está na nossa tradição. Ao teu lado INTER, nada temo, enfrento o que tiver que enfrentar, pois sei que ao teu lado o brilho se encontra... Então me deixa com você brilhar...

PORQUE NÓS VAMOS TE APOIAR... Loucos atrás do gol, sem parar um minuto. Não tem coisa melhor que sentir nossa voz se mesclando a voz de milhares, tornando-se uma só cantando todo nossa história de amor. Estar ao teu lado é especial demais e só quem vive Inter sabe o que significa esse amor. Esse amor dá calafrios, emociona, mexe com todos os sentimentos... Ah que orgulho de ser uma Guerreira Colorada, me fardar de vermelho e ir pra guerra com você meu INTER!

INTER, INTER... Estarei sempre ao teu lado, não importa o momento. Minha vida, meu norte, minha fé se depositam toda em você. Construí minha vida no teu vermelho e embalei meus sonhos nos teus ídolos...

INTER, INTER... Te amo demais e amo tudo que você me deu... Ahhhh como é bom ser desse Povo Colorado... ♥
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domingo, 23 de agosto de 2009

Pelo Nosso Amor, com Marcela Muniz Semler

Mais um texto incrível, onde nenhuma introdução seria digna para tal. Ande, não perca tempo ... LEIA =)

Meu Coração é Vermelho... O Destino nos Uniu!
Por Marcela Muniz Semler


Nossa... Que madrugada agitada essa de 21 de abril de 1983. Acabei de chegar ao mundo, são duas da manhã. Papai e mamãe estão aqui e sei também que tenho dois irmãos. Pelo que ouvi falar, meu nome é Marcela e nasci saudável e cheia de vida! Mas o mais importante no dia de hoje não é apenas isso que já lhes contei... Aliás, a maior descoberta da minha chegada é saber que sou a mais nova torcedora do INTERNACIONAL!!!

Vocês agora podem estar aí se perguntando: “Mas como um bebê recém nascido já sabe que é COLORADA?” Pois bem, apesar de estar nesse mundo há alguns minutos apenas, creio que posso tentar ter um diálogo com vocês que são "gente grande"...

Com certeza vocês já ouviram falar em uma palavrinha chamada de destino, não é mesmo? Pois bem, esse tal destino foi quem me colocou aqui nesse lugar, nesse exato momento... Eu nasci para trazer alegria, realizar sonhos, ser alguém na vida, ter um dia meus filhos e minha própria família, mas acima de tudo nasci com um coração vermelho! A genética me deu os genes (sei que no colégio aprenderei sobre eles), mais perfeitos para a característica futebol. Herdei do meu pai e da minha mãe um par de genes dominantes para torcer pelo Inter. Sendo assim, em toda minha vidinha nenhum rival será capaz de me seduzir e despertar o amor que o vermelho me desperta.

Além disso, ando sabendo de mais... Sei que cada vez que papai estiver vestindo o manto sagrado, ele me pegará no colo e eu ficarei risonha. Quando já for mocinha, ele vai me deixar ir ao estádio porque meu irmão me levará, pois novinha assim não poderia ir sozinha. Mamãe passará o dia todo, depois de aposentada, ouvindo as notícias do nosso Inter e vai ser com ela que vou aprender a ficar batendo o indicador na coxa cada vez que o adversário ataca, afinal, segundo ela, isso impede que eles façam gol.

Estou sabendo também que a cada glória vamos pegar uma bandeira grande e pendurar na sacada de casa, mostrando assim nosso orgulho para a cidade toda. Que a cada carreata, meus irmãos deixarão eu me pendurar na janela (é dia de festa, daí vale), mas tentaremos não queimar a buzina do carro como sempre fazemos (é empolgação demais)... Sei ainda que cada vez que pisar no Beira Rio, me sentirei lá como da primeira vez... O arrepio e a emoção vão ser sempre os mesmos e nunca voltarei de lá sem estar rouca!

Mas o melhor de tudo é que sei que torço pelo futuro e único Campeão de Tudo... Que ganharei a América e depois o Mundo!!! Serão tantas alegrias, tantas comemorações, tantos amigos, irmãos e irmãs que ganharei na Família Colorada, que agora no início da minha vidinha já não consigo conter a minha emoção!!! Para festejar tudo isso e no ano do centenário, quando tiver 26 anos, farei uma prova de amor linda, homenageando o Inter. Mas acho que não devo contar, pois quero que seja surpresa... Só sei que terá a frase “PELO NOSSO AMOR”... Vai ser algo para sempre!!!!

Como vocês puderam constatar, sou uma recém nascida muito da sabichona... Sei de tanta coisa!!!

Sei que nas arquibancadas da vida viverei num mundo vermelho e branco, repleto de irmãos de bem que compartilharão comigo desse Amor tão forte que nos guiará... Que fará cantarmos na chuva, chorarmos abraçados... Terão caras pintadas, faixas estendidas, bandeiras nos corpos, olhares de confiança e sorrisos de conseguimos de novo... Vozes, muitas vozes cantando com a minha os mais belos gritos de motivação, amor e cumplicidade... Será muito mais que um vício, quem sabe muito mais que um Amor... E unidos estaremos na multidão, comemorando mais uma vez juntos... Afinal, o Brasileirão 2009 vai ser nosso!!!

Ops, escapuliu... Não era pra contar... Segredo nosso tá? ;)

Meu coração é vermelho e o destino me vestiu de vencedora... Assim será...

domingo, 16 de agosto de 2009

Pelo Nosso Amor, com Marcela Muniz Semler

Lembra daquela história dessa moça? Pois é. Ela foi tão incrivel com suas palavras, e conhecendo um pouco mais da vida dela, percebi que era uma colorada, que merecia destaque conosco. Pois bem. Ela ganhou um espaço no blog, "Pelo Nosso Amor" sempre será escrito por ela, todos os finais de semana. Um texto semanal, que sempre trará emoção aos nossos leitores. Ela começa hoje, nessa data mais que especial, falando do dia mesmo. Agora "é nois" Marcela. Como você disse, o que o INTER uniu, ninguém separa ;D



A América é Vermelha... O Dia da Batalha Final

Por Marcela Muniz Semler



Tic tac... Madrugada longa... O tempo não passava e eu não conseguia dormir. Rolava de um lado para o outro da cama e não me saía da cabeça: amanhã é o dia, o GRANDE DIA! Acordei e me arrumei para ir trabalhar, mas levei comigo tudo do Inter que eu pudesse vestir naquele chuvoso 16 de agosto... Já tinha combinado com meu irmão que ele me buscaria à uma hora na frente da empresa e de lá iríamos direto ao meu amado Gigante!
Tive que sair escondida do trabalho, com a colaboração das gurias da minha equipe e do porteiro que, nunca vou esquecer, era muito Colorado!!!!! No vestiário feminino, enquanto colocava meus sapatinhos da sorte vermelho, vestia a camisa e o casaco do Inter, ficava pensando o quanto aquele dia seria um marco maravilhoso em minha vida... Eu tinha certeza que sairia daquele Beira Rio vitoriosa e eu tinha que estar lá, o Inter precisava da minha voz entoando naquela multidão de apaixonados.
Sendo assim, na hora combinada, lá estava meu irmão me esperando. Entrei no carro quase que como uma fugitiva e seguimos viagem para Porto Alegre que naquela noite seria mais Alegre do que nunca!!! Durante o caminho, o único som que escutava era a música no rádio, pois nossa ansiedade não permitia uma palavra sequer. Foi quando que, em Canoas, avistamos numa casa dessas que vende bandeiras a do Inter, totalmente imponente hasteada em plena BR 116. E nossos olhos se olharam e o brilho que havia em cada um não precisava de nenhuma palavra... O coração disparou...
Finalmente chegamos ao meu segundo lar e para a minha surpresa, que achei que estava chegando cedo, já estava um movimento enorme e a fila já dava voltas... Sendo assim, não houve escolha e fomos para fila aguardar a abertura dos portões... Chovia sem parar e meu irmão pra tornar as coisas menos molhadas foi na loja e comprou dois bonés e ainda me enfiou uma capa pra eu estar bem até a hora da final. Pois ali ficamos sem arredar pé para nada... Cantamos, rimos, vibramos, tudo à espera do aguardado momento...
Com uma hora de atraso, abriram-se os portões e eu sentei na social, bem atrás do banco de reservas do Inter. A torcida adversária estava toda já postada no seu espaço reservado e quando menos espero teria um dos momentos que mais marcariam na minha vida. Ao começarem a cantar, a torcida do rival paulista foi calada por milhares de colorados cantando o hino do Rio Grande do Sul, seguido pelo hino do nosso amado clube. Eles sentaram e silenciaram. Tenho certeza que nunca esquecerão nossas vozes ecoando com todo orgulho: “Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda Terra”. E essa noite seria exatamente assim...
A torcida, como sempre, estava maravilhosa e confiante, e finalmente começa os 90 minutos finais. Só 90 minutos nos separavam de uma das nossas maiores glórias... O jogo foi um jogo emocionante, mas nada vem mais claro em minha mente que o momento do segundo gol marcado pelo nosso saudoso Tinga e sua expulsão. Ao ver que ele estava fora, fiquei nervosa. E após o empate do time do São Paulo tive os minutos finais mais longos de minha vida. O tempo não passava e isso me enlouquecia! Meu coração parecia que ia sair pela boca...
Foi quando que, finalmente, o árbitro ergueu o braço e meu sonho finalmente se tornava certeza: INTER CAMPEÃO DA LIBERTADORES 2006!!!!!!
Olhei para o lado, para meu irmão, e vi-o pela primeira vez com lágrimas nos olhos. Abraçamos-nos, pulamos e ligamos para o nosso pai, que havia ficado em casa, ouvir a festa e saber que éramos campeões!!!!! Foi um carnaval na arquibancada... A festa, a comemoração, os fogos e finalmente nosso eterno capitão Fernandão erguendo a taça diante de meus olhos!!!!! Eu parecia estar vivendo um sonho, mas um sonho que tinha certeza que se realizaria... Sonho este que vivi com cada colorado que estava ao meu lado no estádio. Estávamos todos vivendo a mesma história, a mesma emoção e via em cada olhar que olhava ao meu redor o brilho de amor e orgulho que jamais em minha vida esquecerei... Foram milhares de corações unidos como um só... Pais, filhos, amigos naquela noite tornaram-se irmãos, todos filhos de nosso Pai Inter...
Cheguei em casa cinco da manhã e meu pai pulava na frente de casa como uma criança... Não pude lhe dar o troféu, mas então tirei da cabeça o boné que usei naquele dia e dei-lhe de presente... Essa foi a maneira que encontrei de trazer um pedacinho de tudo aquilo para ele!!!!
Olhei o meu pai com ternura e agradeci em pensamento por este homem ser o colorado que era... Afinal, ganhei um dos maiores presentes que alguém podia ganhar naquela noite: Papai Inter pintou a América de vermelho e nos deu de presente irmão colorado que agora está lendo este texto.
Não é à toa que PAPAI É O MAIOR!!!!!!