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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

História Colorada VI

Sabe quando tu conhece uma pessoa meio sem querer, mas ela demonstra um carinho muito fraternal? Certamente o sangue colorado de Marcela Muniz Semler, fez acontecer isso. A cada dia mais, as histórias que recebemos por e-mail nos emociona. Essa me fez correr algumas lágrimas. Talvez por envolver família e tal, e ver que ela é uma colorada realmente. Daquelas que choram e vivem Inter. Obrigado Marcela, em nome do Nação GIGANTE, por ter a honra de sermos acompanhados por ti. Segue a história:

"
PELO NOSSO AMOR
Por Marcela Muniz Semler



Uma das minhas maiores alegrias é poder ter nascido numa Família Colorada... Fui gerada por um homem que ajudou a construir o Beira Rio e por uma mulher, que ao perder o pai menina, negou-se dizer a ele no leito de morte que era torcedora do rival, só para a morte dele ser mais feliz. A partir disso, vocês já conseguem ter idéia do sangue que corre em minhas veias. Nasci com o coração já pulsando pelo Inter e ardendo de amor por esse clube...

Nasci em 1983 e passei o período de “vacas magras” do nosso Inter durante minha infância e adolescência... Lembro de muita piadinha que ouvi e de ser sempre minoria entre meus coleguinhas. Contudo, isso só serviu para nos unir mais e mais, para tornar a minha história de Amor com o Sport Club Internacional algo sólido e especial.

Pois a menininha foi crescendo, e no Campeonato Brasileiro de 1996, quando ainda morava em Montenegro, realizei o sonho de pisar pela primeira vez na minha segunda casa: O Gigante da Beira Rio... Recordo-me de tudo claramente... Daquele dia de inverno chuvoso, nublado e da vitória sobre o Fluminense por 1x0 com um gol do lateral esquerdo Branco. As emoções que senti naquele dia são indescritíveis até hoje... Meu coração parecia que sairia pela boca e minha pele estava sempre arrepiada! Afinal, a primeira vez a gente nunca esquece, né?!

E assim, a partir desse dia, minha única vontade era estar lá torcendo. E assim se fez! Estava em tudo que é jogo, torcendo com Amor e a mesma dedicação não importando que partida fosse... Era o meu Inter em campo! Isso acabou me tornando uma adolescente diferente. Ao invés das baladas e festinhas, eu só queria viver e respirar o meu clube. Meu mural do quarto não tinha o Brad Pitt e sim os jogadores do Inter, bandeiras, tudo que enfeitasse o meu canto com suas cores e fizesse do meu mundo mais vermelho! Pastas de recortes, autógrafos de horas de portão 8, cartas quilométricas com milhares de EU TE AMO INTER, jogos e mais jogos cantando na arquibancada... Esse era o meu universo juvenil. Até aparecer na televisão chorando, eu apareci. Isto ocorreu naquele lamentável episódio da semifinal da Copa do Brasil de 1998, no qual perdemos para o Juventude. A dor sentida tranformou-se em choro e fui reconhecida na época até no estádio pelas minhas sinceras lágrimas de tristeza.

Os anos passaram... Em 2005 perdi minha mãezinha. E parece que desde que ela se foi, tem estado em campo com o time. Ela tornou-se um anjo e o nosso Inter Campeão de Tudo!!!!! Em 2006 fui presenteada, assim como todos vocês, com a nossa primeira Libertadores da América e o Campeonato Mundial de Clubes da FIFA. Começava a soberania mais que justa. O Inter mergulhou em glórias e mais glórias e assim ganhou todos os campeonatos possíveis. Não esquecerei jamais de tudo que vivi naquele estádio na final da Libertadores contra o São Paulo, a festa, o orgulho. E depois de tudo isso, vi também o mundo torna-se vermelho em cima do poderoso Barcelona. Sempre será inesquecível nosso eterno capitão Fernandão erguendo a taça, a comemoração, o desfile em carro aberto que parou Porto Alegre!!!

E finalmente chegamos em 2009, o ano do centenário. Neste ano tão especial de alguma forma quis te agradecer. Resolvi te presentear Clube do Povo com uma singela, mas eterna prova de Amor. Tatuei em minha pele o escudo do nosso Internacional e eternizei abaixo com a frase “Pelo nosso amor”... Além de estar na minha mente, no meu sangue e no meu coração, está agora também eternizado em minha pele.

Pelo nosso amor ri e chorei; sorri e me emburrei; cantei e discuti; defendi e briguei; brinquei como menina e fiquei pensativa como adulta. Pelo nosso amor me molhei na chuva, torrei no sol, senti frio, senti calor. Senti arrepios pelo corpo, senti orgulho, senti emoção. Acreditei no impossível e sorri com as certezas. Pelo nosso amor me senti indo para a guerra, me senti em paz. Cobri-me com teu manto, fiz da tua camisa minha segunda pele, da tua filosofia minha religião. Alguns amores matam, o teu me faz viver! Nasci para te amar, nasci para ser tua seguidora, nasci para nada nos separar...

Enfim, nasci PELO NOSSO AMOR!!!!! "





*-*


P.S. A sessão Três Anos América Vermelha', será iniciada amanhã. Não tinha como adiar essa história.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

História Colorada V

Nossa mais que fiél leitora, Natália Giosole, já havia participado da sessão sua imagem (veja aqui =D), agora participa com sua história:

" Eu, então com 3 anos fui ver um greNAL, me surpreendi porque fui como ‘gremista’, enfim, pai gremista fanático, louco para que os filhos virassem gremistas, mas no meu caso foi tri diferente.

Foi o 5x2 do inter de1997, enfim, senti meu coração tendo um orgulho muito enorme pelo Internacional e pedi pro meu pai uma camisa do Inter. Ele chegou a falar que não, eu não era filha dele, mas eu não me importo sendo ou não, o que importa é que sou COLORADA, e não por obrigação, porque eu tenho amor ao time, a camisa, raça, enfim, tudo o que um corneteiro não sabe, e pensa que sabe.

Agora mesmo longe do caldeirão do RS, não da mais pra ir aos jogos, longe do colorado, mas eu sinto que estou perto, sinto o amor que eu tenho por ele, do lado dos gols, dos erros, daqueles pedreiros zoando os colorados quando perdemos, às vezes com juiz roubando, mas perdemos, pois os gaúchos são os que mais sofrem com isso, temos que admitir. Mas enfim, somos colorados, gaúchos peleadores e isso ninguém irá mudar nunca, porque até lá no céu, sou colorada.

Mas enfim, imortal? Somos muito mais do que isso, COLORADO, é bem mais forte que imortal. É apenas uma palavra, mas domina o mundo, as pessoas se calam quando escutam, parecem que são todos colorados.

Enfim, o que eu sinto pelo SPORT CLUB INTERNACIONAL não é um simples amor, é um sentimento inexplicável, MINHA VIDA? ELA É TODA SUA INTER *-* "

Mande a sua para "naçãogigante@hotmail.com". Participe!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

História Colorada IV

Nossa leitora Victória Andreoli, nos conta uma história que eu apoio. Um conceito que, amor eterno, só pelo Inter. =]

Segue a história:

"Morar longe e não poder ver o seu grande amor jogar, no grande Beira Rio, realmente é difícil.

Se ao ver ele jogar pela TV já é um grande prazer, imagine ao vivo. Meu maior sonho.

Um amor que já é de gerações, vai crescer ainda mais.

Ter o orgulho de ser neta de um grande homem, que teve, um amor tão grande pelo Inter, que foi capaz de abrir mão de comprar um apartamento para morar com sua futura mulher (minha avó), para ajudar a construir o estádio que no futuro seria a casa do melhor time do mundo, pelo menos pra mim.

Time que me fez chorar e que me fez sorrir, a cada momento que estive contigo, torcendo, gritando, pulando, chorando e sorrindo foram momentos que vão ficar gravados em mim para sempre.

Tive um amor que eu não dei o valor que ele merecia , infelizmente era gremista, mas mesmo assim eu o amava.

Era uma linda historia de uma colorada e o seu gremista, era bom demais quando tinha um greNAL ou quando um dos nossos times perdiam, por que agente sempre se divertia, mesmo com a dor, as vezes, de ter perdido no jogo.

Mas, no final não deu muito certo, por um tempo continuei o amando e o esperando a cada dia com a esperança de que ele ia voltar, só que enfim percebi que não tinha mais volta, então resolvi que estava na hora de tirá-lo da minha cabeça e do meu coração.

Com isso aprendi que o meu amor pelo Inter, vai mais além que um amor comum e o melhor de tudo, é que mesmo agente sofrendo com derrotas, não sofremos com tanta profundidade e o meu Internacional não me deixa, como muitos outros já fizeram.

Morando longe, não tendo a minha família por perto, o meu amor pelo Sport Club Internacional não vai acabar por nada.

Sport Club Internacional , meu grande e verdadeiro amor! "

Faça como a Victória. Tem alguma declaração, história, causo? Nos mande =D

"nacaogigante@hotmail.com"

Saudações coloradas

domingo, 7 de junho de 2009

História Colorada III

Talvez a melhor. Emocionante. Colorado mais incrível que conheci. Thomás de Brito Pereira, mora em Bragança Paulista, SP e tem 20 anos. Sem enrolações. Leia e se emocione.

"Ser colorado é fácil quando você pode ir sempre pro Beira Rio.
Ser colorado é fácil quando você tem amigos que vestem o mesmo manto.
Ser colorado é fácil quando teu pai, mãe ou amigos são.
Ser colorado é fácil quando você mora no Rio Grande do Sul, Santa Catarina ou qualquer cidade grande, onde você possa encontrar outros colorados.
Difícil é ser colorado morando em uma cidade minúscula no interior de SP, morando numa garagem, saindo na rua e vendo que todos à sua volta são corinthianos, são paulinos ou palmeirenses.
Ser colorado é enfrentar tudo e todos, mesmo sabendo que você não entenda o porquê de ser assim, você tenha a certeza de que a única coisa que verdadeiramente importa são aqueles 90 minutos, no qual pela internet você ouve a rádio e escuta a torcida gritando, a vontade de estar ali no meio e de talvez, às vezes sair na rua e ver algum colorado como você no qual possa conversar e ver aos jogos juntos.
Ser campeão do mundo é fácil quando você vê passeatas e vê de perto seu time chegando num caminhão de bombeiros, é fácil quando é campeão do gaúcho e você solta rojão e todos sabem o porquê, mas quando você está sozinho e aqueles 90 minutos se acabam, você se acaba por saber que és o único ali que sente aquele sentimento vermelho e branco, aquela paixão...
Ser colorado é fácil para muitos, mas difícil para outros milhares, que como eu, não são gaúchos,
nunca viram um jogo do inter de perto e que convivem com pessoas, onde elas
vivem tentando mudar sua idéia, tentando fazer você trocar a camisa, nunca souberam o que é ver um jogo no Beira Rio, o que é ter um amigo colorado presente para ver os jogos, que chora depois de ver o seu time campeão e sabe que mesmo de alguma maneira você seja o melhor do mundo você está ali, sentado sozinho sem ninguém e então aqueles 90 minutos às vezes parecem ter perdido o sentido...
Ser colorado para muitos é fácil....
Mas eu queria ver se muitos dos que se dizem colorados, vivessem o que eu vivo. Ser colorado é ter garra, é saber que mesmo de longe você de alguma forma apóia o
seu time. Ser colorado é viver batalhas constantes com amigos, pais e familiares. Ser colorado é nunca mudar de idéia, sabendo que por mais longe que possa estar o Gigante, por mais distante que possam estar as lojas do Inter e por mais problemas financeiros que você encontre... Esse sentimento sempre estará presente dentro do seu coração. Ser
colorado é muito mais do que se pode imaginar. Ser colorado é nunca desistir e saber que um dia você vai estar lá em meio ao Beira Rio vendo o seu time jogar... Sport Clube Internacional pra sempre vou te amar. "


Difícil não chorar né?

Participe você também! Mande a sua história colorada para "nacaogigante@hotmail.com"

Saudações coloradas ;)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

História Colorada II

Conheci essa moça há uns 2 anos e me impressionei com sua história. Divanyr, conhecida como CARIUXA (carioca e gaúcha xD), é uma pessoa que tinha tudo para torcer por algum dos clubes cariocas. Mas graças a um colorado que ela conheceu em Copacabana, o amor pelo Inter veio a tona, fazendo essa guria realizar loucuras pelo colorado mais amado do Brasil.
Segue abaixo um "resumo" do seu amor pelo INTER:

“O rumo da minha vida mudou completamente após eu me tornar Colorada e principalmente após assistir no estádio o meu 1º jogo do Inter no dia 4/set/99 contra o Botafogo no Caio Martins. Foi o 1º de muitos que estavam por vir. Até hoje já assisti uns 200 e pouco jogos, conheci 31 estádios de futebol e viajei uns 35 mil km seguindo o Inter. O dia 4/set/99 é inesquecível porque nesse dia fiz amizade com uns Colorados que vieram de POA ao RIO assistir o jogo. Durante 4 meses mantivemos contato através de cartas e telefone, até que me convidaram pra ir conhecer POA e o Beira Rio e eu fui e conheci no dia 8/1/2000. Primeiro dia inesquecível no Beira de muitos que estavam por vir!

Um momento inesquecível que não poderia deixar de contar foi a minha despedida dos jogadores antes do embarque pro Japão. Como o Fernandão, Iarley, Índio e Fabiano Eller vieram ao Rio participar da festa de Premiação dos Craques do Brasileirão 2006 no Teatro Municipal, seria a minha chance de me despedir deles e desejar boa sorte no Japão.

Cheguei ao Teatro às 17h e falei rapidamente com eles na chegada, mas como não tinha deu tempo de conversar resolvi ficar até o final e esperá-los na saída. Conforme foram saindo falei com todos, mas faltava o Fernandão que saiu às 0h30. Toda a multidão já tinha ido embora e só tava eu, os seguranças e o assessor dele como testemunha.

Quando ele me viu disse: Cariuxa você ainda tá aqui (Naquela hora ele deve ter pensando que guria maluca, isso não é hora de tá na rua... hehe)

Eu disse pra ele: ‘Amanhã você tá indo pro Japão. Só quero te pedir uma coisa: Dia 18/12 é meu aniversário e quero o título de presente. Não volte de lá sem a taça. Se for pra voltar sem nem precisa voltar’ e ele começou a rir.”

É Cariuxa, ainda bem que ele voltou. ;)

Que aniversário né? xD

Se você quer mandar a sua também, já sabe: envie ela para nacaogigante@hotmail.com, que iremos publicá-la :D

quarta-feira, 27 de maio de 2009

História Colorada

Não faz muito que estreamos a sessão "Compartilhe a sua história" e já temos a 1ª.
Segue abaixo a história do colorado Cléber dos Anjos:

"
Meu nome é Cléber dos Anjos. Tenho hoje 32 anos, sou publicitário e moro em Novo Hamburgo.
Vou contar pra vocês uma história que aconteceu comigo no jogo da final da Copa do Brasil de 1992.

Porto Alegre, 13 de dezembro de 1992.
Final da Copa do Brasil. Internacional x Fluminense

Eu, então com 15 anos e morando com meus pais em São Leopoldo, resolvi ir ao jogo junto com o primo de um amigo - Marcos, que morava em Porto Alegre.
Chegamos cedo ao estádio e compramos ingressos para a "coréia". Tudo bem até o presente momento a não ser pelo plano idiota de entrar na "coréia" e pular para as "sociais".
Bom, entramos pelo portão atrás da goleira do Gigantinho e fomos caminhando em direção a parte central, em frente as gabines de emprensa. Este era o local escolhido para pular.
O Marcos pulou e rapidamente se misturou aos outros torcedores que ali já estavam. Não o vi mais. Agora era eu. Que loucura, parede alta, arame farpado. Já que estou aqui não vou amarelar, né?! Subi rapidamente e pulei para as "sociais". Me misturei aos outros torcedores e "mais faceiro que gordo de camisa nova" fiquei ali, esperando pelo início do jogo. O estádio estava lindo, lotado. O cinza do cimento das arquibancadas na época foi totalmente pintado de vermelho e branco das camisetas dos torcedores. Os minutos passando e eu ali, completamente deslumbrado com o que via. Foi ai que num movimento rápido um "brigadiano" me ergueu pelo braço e disse: "Eu vi tu pulando vagabundo, agora vou te colocar para fora do estádio". Nossa senhora. Que dor no coração. Arrependido pela "burrada" de pular e triste por estar sendo colocado pra fora e não podendo ver a final. Pedi: "Pelo amor de Deus cara, não me bota pra fora". Nada adiantava. Enquando o "brigadiano" me levava o pessoal das "sociais" gritavam pra ele me largar: "Larga o guri brigadiano f.d.p. Tu só pode ser gremista pra estar fazendo isso". Não adiantou. O cara continou me lavando em direção a saída atrás do gol do placar. No trajeto ele me falava: "Viu, o que adiantou tu querer pular? Agora não vai ver o jogo". Fui ficando cada vez mais indignado e respondi pra ele: "Não dá nada. Vou entrar de novo. Tu vai ver. Não vou ficar sem ver esse jogo". Ele riu e antes de me empurrar pra fora do estádio disse: "Se eu te ver aqui dentro de novo, onde quer que for, vou te colocar pra fora novamente. Esse jogo tu não vai assistir". Bah, chorei de raiva naquela hora. E pra piorar ainda mais a situação o dinheiro que eu tinha dava apenas pra comer alguma coisa e pra pagar as passagens de ônibus. "Putz, e agora", disse eu. Fiquei andando que nem louco em volta do estádio. A hora do jogo se aproximava. Até que num verdadeiro milagre encontrei um "cambista" apavorado "torrando" uns ingressos de "inferior". O louco estava pedindo o mesmo preço do ingresso da "coréia", tamanho era o seu desespero. Bom, resumindo, comprei o tal do ingresso. O novo problema era que o dinheiro que sobrou dava apenas para uma passagem: "Como voltaria pra São Leopoldo apenas com uma passagem, sendo que precisaria de duas? Azar, f...-se. Vamos pro jogo, depois a gente vê no que dá.
Faltavam uns dez minutos pro jogo começar quando entrei na "inferior" pelo portão onde hoje é o "Gato do Alemão". Não acreditava que tinha conseguido entrar novamente. O estádio estava completamente lotado. Não achei nenhum lugar ali e então fui parar atrás do gol do gigantinho. Ali eu assisti toda a partida. Sofri, chorei e sorri. E, o mais importante de tudo, vi o meu Internacional ser campeão. Gente, que festa. Invasão de campo. Correria, gritos. Uma verdadeira festa. Lembro que quando o juiz ergueu o braço já tinha um torcedor ao lado dele. Volta olímpica. Loucura total.
Terminada a festa era hora de ir para casa. Ai o bicho pegou novamente: "E agora, hein?! Como é que eu vou chegar em casa com apenas uma passagem. Azar vou pular o roleta no "Centralão" e era isso".
Fui embora. Caminhei até o centro, onde saem os ônibus para São Leopoldo, Novo Hamburgo, etc. Cheguei lá e fiquei me fazendo de louco até que encostrou o "bus" com a placa: "São Leopoldo". Pulei pra dentro. Sem pensar. E não é que, pra minha sorte, o cobrado era colorado e está feliz da vida que o Inter tinha ganhado o título. Sentei no fundo do ônibus, na famosa "cozinha", e fiquei ali, de canto. Então quando o ônibus arrancou, o cobrador me pegurtan: "Dae colorado, tava no jogo?" Prontamente respondi: "Claro, né meu!". Bah, foi a deixa. Levantei e sentei perto do cara. Começamos a falar do jogo. Contei como tinha foi o jogo, o gol, a festa... O cara tava louco. Foi ai que eu disse pra ele: "Velho, seguinte, tô zerado de grana. Tô só por ti pra me dar uma carona até São Léo". O cara disse na hora que sim e ainda perguntou se eu queria uma grana, caso eu precisasse pegar outro "bus". Até pensei em pegar. Mas pensado melhor resolvi que não. Apesar do tudo, o dia já tinha sido de muita sorte pra mim. Pra mim e para todos os colorados do mundo.
Pra finalizar, cheguei em casa quase meia-noite "são e salvo". Só a minha mãe que estava preocupada com a minha demora pra chegar em casa."

Quer mandar a sua também? É fácil, e será publicada ;)
Mande sua história para "nacaogigante@hotmai.com".