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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Onde os fracos não têm vez (ou “Entreatos”).


Por Raphael Castro
19/06/2009-17:24:26

Ei, você aí...é, você mesmo, que está lendo este texto agora: caso você tenha sequer cogitado a famosa e pusilânime “jogada de toalha”, então nem perca o seu tempo; vá salgar a carne do churrasco de logo mais, tome uma cervejinha gelada para começar bem o fim de semana, ou ainda, prepare um bom mate para ler no jornal que “complicou para o Inter”. Caso contrário, aproveite o dia de hoje (e os próximos) para sorver o ar da certeza, da segurança, da crença inabalável de que você estará sorrindo, em transe, com sono, de ressaca e/ou tudo isso junto numa certa linda manhã de 2 de julho...

Análise

Sim, caro(a) leitor(a), devemos admitir que o mata-mata é mesmo cruel às vezes – especialmente na hora de esperar a volta. Curiosamente, entretanto, ele é um tanto didático, pois ensina a paciência, a perseverança e, mais importante, o amor incondicional ao clube. O torcedor se apega a tudo e a todos para simplesmente...acreditar; sim, apenas acreditar que, no final, tudo dará certo. O suspense destas ocasiões, curtido no sumo da ansiedade e forjado na bigorna da fé, é mesmo uma sensação fantástica. Sim, meio “sadomasô”, sem dúvida; mas quem se importa...? Quem se importa se é contra os dez mandamentos e proibido por lei divina marcar pênalti contra o Corinthians no Pacaembu? Quem se importa com os piques de “Ronaldorca”? Quem se importa se contra o Timão até as leis da Física são revogadas, como na inércia “caseira” da bola naquela falta do segundo gol...?

Adiante...

Você, leitor(a) que já chegou até aqui, é que não. Porque você sabe que a flautinha infantil, fácil, de agora, é própria de garotinhos apressados e incontinentes; porque você sabe que deve permanecer calmo feito um monge diante desses pobres gentios que agora riem de você; porque você sabe que deve ser calculista feito um réptil, num torneio de mata-mata; porque você viu o que aconteceu com o Paraná no Gigante e com os paulistas na Ilha do Retiro nesta mesma Copa Maldita ano passado; porque você não ACHA que somos melhores, você SABE que somos melhores. E, sobretudo, caro(a) leitor(a) porque você é colorado(a). Tão simples quanto isso (mas nem tão simples que qualquer herege por aí possa compreender...).

Aqui

E também porque você sabe que a desforra em competições de ida e volta é que nem a picanha de domingo de manhã, ou seja, tirada da geladeira (como diria o meu cibernético, internético, automático e tecnológico avô, S.Assis P.Ererê, “só acaba quando não tem mais ‘i-meil’ em cima”). Portanto, ei, você...é, você aí, que chegou até este ponto do texto: apenas observe no que vai se transformar esta cidade e este povo maravilhoso à medida que o jogo for chegando. Respire longamente, demoradamente, cada milímetro cúbico de ar até lá; você vai se inundar, se preencher, se inflar de Inter durante todos esses dias (e, o melhor, isso vai acontecer mesmo que você não queira). Mande às favas as estatísticas, a invencibilidade do Mano, o tabu das finais da Copa Enjeitada; veja a onda que vai se formar e quebrar na cabeça dos corintianos com a força de todo o vermelho do universo a lhes desabar sobre as atônitas cabeças; ouça os cânticos quase religiosos no Beira-Rio durante a partida. O cenário, caro(a) leitor(a), verdade seja dita, não poderia estar mais perfeito. Einstein uma vez declarou que “Deus não joga dados”; acho que até isto o Inter vai me provar em contrário. Porque esta Copa não ficou mais difícil; ficou apenas mais épica...

Tópicas: sem stress

O Inter é meu pastor, nada me faltará...

Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.


Fui (e não a pé).


Fonte: http://www.finalsports.com.br